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Almanaque de Bichos que dão em Gente

INDEX

SUMÁRIO

SINTOMAS

ALHO

LARVA

ATUALIZAÇÕES

 

PESQUISA ESCOLAR

1: VERMES? MELHOR NÃO TÊ-LOS!

2: A VIDA COMENDO SOLTA

3: NÓS, ELES, SINTOMAS E REAÇÕES

4: ONDE É A FESTA E QUEM FAZ

5: ANEMIA, INFECÇÃO E INFLAMAÇÃO

6: MAS E A IMUNIDADE, NADA?

7: BACTÉRIAS

8: FUNGOS

9: VÍRUS, DENGUE E OUTRAS FEBRES

10: RICKÉTTSIAS

11: PRÍONS

12: VERMES: ASQUELMINTOS NEMATÓDEOS

13: VERMES: PLATELMINTOS TREMATÓDEOS

14: VERMES: PLATELMINTOS CESTÓDEOS

15: PROTOZOÁRIOS

 

 

 

CAPÍTULO 13: VERMES: PLATELMINTOS TREMATÓDEOS
ESQUISTOSSOMAS, FASCÍOLAS, CLONORQUIS, PARAGONIMUS, EURITREMAS

ESQUISTOSSOMAS (Xistosa, bilharziose)
Schistosoma spp.

Há várias espécies de esquistossomas, todas muito semelhantes. No Brasil, a esquistossomose é geralmente causada pelo Schistosoma mansoni, que mede 1 cm de comprimento, vive em média 4 anos (mas pode chegar aos 30) nas veias intestinais e produz centenas de ovinhos por dia. Estes escapolem pelas paredes dos vasos
sanguíneos e chegam ao intestino ou à bexiga, em geral saindo com as
fezes ou a urina, e só amadurecem na água do rio – onde vão dar através do esgoto, da chuva ou porque o hospedeiro fez suas necessidades nas margens.

Aí os embriões invadem seu anfitrião intermediário, necessariamente um caramujinho do gênero Biomphalaria, e saem de lá como cercárias, milhares delas, prontinhas para penetrar em humanos através da pele dos pés e da perna quando entramos em algum laguinho, vala de irrigação ou córrego onde o ninho de caramujos possa se fixar, ou então através das mucosas da boca se bebermos a água. Uma vez dentro do corpo, as cercárias encontram a circulação sanguínea, passam pelo coração, pelos pulmões e caem no chamado sistema porta intra-hepático, conjunto de vasos sanguíneos que leva ao fígado o sangue que vem dos intestinos. Em 30 a 45 dias atingem a maturidade plena, copulam (como na ilustração ao lado, a fêmea por dentro) e começam a produzir ovinhos. Pior: são capazes de incorporar antígenos com características do hospedeiro, de modo a não serem mais reconhecidos como invasores pelo nosso sistema imunológico; isso gera um quadro de imunodepressão depois de 4 ou 5 meses.

A passagem dos ovos através das veias, do intestino delgado e da bexiga é um desastre. Os tecidos sangram, e o avanço da infecção faz com que se tornem permanentemente inflamados, fibrosos e anormais. Muitos dos ovos vão para o fígado em vez de sair do corpo e acabam encapsulados em granulomas fibrosos que afetam as funções hepáticas e chegam a obstruir a veia porta. Fígado e baço aumentam de tamanho, há barriga-d’água e surge uma circulação de sangue colateral, para compensar o bloqueio da veia porta. Os rins ficam comprometidos. O corpo todo pode inchar. O hospedeiro fica mais propenso a tuberculose e hepatite viral, e qualquer infecção bacteriana será mais grave e resistente à medicação.

Granulomas também podem formar-se nos pulmões, pâncreas, testículos, ovários, baço e apêndice. Se não for tratada logo, a esquistossomose vira uma doença crônica, muitas vezes fatal. A presença de muitos granulomas em determinado lugar pode inflamar os tecidos e causar tumorações, que muitas vezes são diagnosticadas e operadas como câncer.

Dez por cento da população brasileira têm esquistossomose, distribuída pelo país inteiro; atualmente há 200 milhões de pessoas infectadas no mundo, e ela mata um milhão de pessoas por ano, tanto por infecção de Schistosoma mansoni quanto por S. haematobium e S. japonicum. Suas regiões preferidas são África, sudeste da Ásia, noroeste da América do Sul e algumas ilhas do Caribe. Há 5 crianças infectadas para cada adulto.

A sintomatologia varia muito conforme a resistência do hospedeiro. Os sintomas iniciais, que podem nem existir, costumam ser mal-estar, tosse, dores musculares e abdominais, urticária, fraqueza generalizada, hepatite aguda. Na segunda fase, quando começa a postura de ovos, há aumento do baço, diarréia, indisposição, perda de peso, febre, tosse e outros sintomas alérgicos. Os sintomas da fase crônica vão variar conforme a incidência de granulomas nos órgãos envolvidos. O tratamento deve ser feito por um médico experiente e pode incluir cirurgia.

FASCÍOLAS
as baratinhas do fígado

Existem várias fascíolas: a hepática humana, a intestinal humana, a hepática ovina, a pancreática bovina, a hepática do gato, mas todas elas parasitam humanos.

São vermes chatos, em forma de folha. Passam por vários estágios durante seu crescimento. O verme adulto produz ovos que saem nas fezes do hospedeiro. A chuva ou o esgoto primitivo os levam para os rios. Em contato com a água eles liberam miracídios, que têm cílios com os quais se movimentam à procura do primeiro hospedeiro – um caramujo, camarão ou peixinho de água doce. Uma vez dentro, os miracídios se subdividem internamente em bolinhas chamadas rédias, que produzem outras rédias, que produzem cercárias – que são larvinhas com rabo, ou melhor, nadadeira, pois serve para que saiam do hospedeiro e nadem até uma plantinha qualquer. Ali se agarram, a boca feito ventosa, e começam imediatamente a se encistar – ou seja, a formar uma carapaça em volta de si mesmas – enquanto o rabo cai, esperneia e se dissolve na água. A futura fascíola é agora uma metacercária, cisto de paredes duplas, sendo a de fora muito grudenta e a de dentro quase inquebrável.

Aí alguém come a plantinha, digamos um pé de agrião, na salada. A parede externa do cisto se rompe à menor pressão dos dentes, mas a interna resiste à mastigação e ao suco gástrico e só se dissolve no duodeno. A larvinha que sai de dentro corre então para a parede intestinal e começa a virar adulta, para viver muitos anos e pôr no mundo até mil ovos a cada movimento intestinal do hospedeiro.

Fasciola hepatica

No intestino delgado, os cistos da fascíola hepática humana se abrem e o vermezinho vai viajando pela corrente sanguínea até o fígado, penetra nos tecidos e chega aos dutos biliares, onde se instala. (Esses dutos são os que levam a bile do fígado para a vesícula.) Sua presença ali e as andanças pelo fígado fazem o hospedeiro emagrecer e ficar fraco.

A fascíola hepática apodrece o fígado de ovelhas, animais domésticos e humanos. Em muitos países a fasciolíase em ovinos e bovinos torna a carne imprópria para consumo humano.

Fascioloides magna

É a fascíola hepática ovina, parasita muito comum nos Estados Unidos. Pode medir até 2,5 cm de largura por 10 cm de comprimento. Os parasitas são encontrados no fígado e nos dutos biliares do hospedeiro definitivo. Quando estão nos dutos biliares, os ovos saem pelas fezes; quando estão no fígado, os ovos ficam presos nos tecidos e causam problemas graves.

Fasciolopsis buski

Essa é a tal da fascíola intestinal humana, que vive no intestino delgado de humanos e suínos. Mede até 8 cm de comprimento – um dos maiores trematódeos encontrados em humanos. É muito comum em países do Oriente e seu maior propagador é o porco. Seu ciclo de vida é semelhante ao da Fasciola hepatica. As fêmeas adultas produzem até 25.000 ovos por dia, que saem com as fezes e amadurecem num caramujo, do qual nascem larvas que se encistam na vegetação ribeirinha, e os humanos se contaminam comendo a folhagem. A fasciolíase se caracteriza por sintomas graves no intestino delgado: inflamação, úlceras, hemorragia e finalmente abscessos, que podem ser fatais.

CÂNCER: FASCÍOLAS?

A cientista canadense Hulda Clark, Ph.D., N.D., bióloga especialista em biofísica e fisiologia celular, pesquisou durante 21 anos para o governo americano e resolveu prosseguir sozinha. Tem seu próprio laboratório e atende pacientes de câncer, afirmando que já obteve a reversão de centenas de casos. Ela diz que cem por cento de todos os portadores de câncer têm Fasciolopsis buski, a fascíola intestinal humana, só que no fígado em vez do habitat natural, o intestino. Segundo ela, esse deslocamento anômalo e fatal é possível graças à presença de poluentes químicos no organismo e à debilidade do sistema imunológico. E sustenta que basta acabar com a fascíola para acabar com o câncer.

As notícias do trabalho da dra. Clark estão em www.drhuldaclark.org e www.drhuldaclark.com, bem como a venda de livros e os tratamentos.

Ela diz que os ovos da fascíola entram na corrente sanguínea por minúsculos machucados na parede intestinal, causados pelos mecanismos de fixação do verme adulto, e chegam ao fígado já convertidos em miracídios, que normalmente seriam engolidos pelas células macrófagas. O desastre acontece quando, por alguma razão, a pessoa tem álcool isopropil circulando; ele neutraliza a capacidade protetora do fígado, os miracídios se instalam e produzem rédias com alto poder de multiplicação espontânea – 40 novas rédias por cabeça, que também podem se deslocar para outros tecidos imunologicamente debilitados, como o pulmão dos fumantes, por exemplo, ou o colo do útero ferido. Depois de algum tempo, essas rédias se transformam em cercárias; constroem um cisto em torno de si mesmas e ali viveriam fechadas para sempre, não fosse pela presença no organismo de solventes, como benzeno, que dissolvem o cisto. Pronto: a fascíola está livre para comer nossos tecidos, crescer, casar e ter muitos filhinhos.

O problema, porém, não fica aí. Essa multiplicação dentro do organismo põe em circulação um agente químico, a ortofosfotirosina, que só a Fasciolopsis buski produz. Trata-se de um fator de crescimento que o verme fabrica para si mesmo nos estágios iniciais, mas que serve igualmente para multiplicar as células cancerosas. E, segundo a dra. Clark, esse fator é amplamente reconhecido como sinal de atividade do tumor.

Em suas pesquisas, ela detectou a presença anormal de álcool isopropil no fígado e/ou intestino em 100% dos casos de câncer (mais de 500 casos), com fascíolas se desenvolvendo em vários órgãos e neles produzindo tumores, e também encontrou o solvente benzeno associado com 100% de casos de HIV (mais de 100 casos), com fascíolas intestinais se desenvolvendo no timo. Encontrou ainda aflatoxina B, produzida por fungos, e reconhecidamente cancerígena, na maioria dos pacientes.

Esta cientista está convencida de que nós, humanos, só temos dois problemas de saúde: parasitas e poluição. Diz que a fascíola, quando se instala nas paredes do útero, provoca cólicas e sangramento menstrual fora de época; se sair, pode levar pedaços do endométrio para a cavidade abdominal e gerar endometriose. Nos rins causa lúpus e mal de Hodgkin. Se completar seu ciclo no cérebro, causa mal de Alzheimer e esclerose múltipla. Se for no pâncreas, dá diabete. No timo, vai produzir baixa imunidade e favorecer a ação dos vírus da aids. Se invadir os músculos causa distrofias. No intestino é responsável pelo mal de Crohn, e o sarcoma de Kaposi também seria obra dela.

A dra. Clark tem uma idéia surpreendente sobre as pedras da vesícula: que elas se formam em torno de parasitas do sistema hepático, mortos e já apinhados de bactérias. Essas figurinhas carimbadas não aparecem nos raios-x e ultra-sons porque, em sua maioria, não são calcificadas. Vão entupindo os dutos biliares, impedem a bile de fluir, e isso faz aumentar o nível de colesterol no sangue. Em seu livro The cure of all diseases ela mostra fotos dessas pedras que lembram a forma das fascíolas.

Sobre câncer, o cenário que a dra. Clark desenha não é menos dramático: como o tecido invadido pela fascíola não recupera mais sua imunidade, vira albergue para todo tipo de parasitas e o tumor canceroso é um foco de vermes, bactérias, fungos e vírus, cheio de toxinas, álcool isopropil, fréon, metais pesados como cobre, mercúrio e níquel, venenos como arsênico e componentes de agrotóxicos e pesticidas. E os cistos de seios e ovários, diz ela, são cheios de micélios, a forma avançada dos fungos.

Muito enfática em suas afirmações, a dra. Clark deixa de lado o rigor científico quando divulga seus achados, o que cria uma enorme margem de dúvidas quanto à seriedade do seu trabalho; mas nunca foi contestada oficialmente e divulga aos quatro ventos sua fórmula para acabar com vermes, que está no capítulo sobre tratamentos.

Mas acentua que, depois da limpeza, o mais importante é recuperar a imunidade, banindo da alimentação fontes de álcool isopropil como bebidas gaseificadas, café descafeinado, sucos de fruta engarrafados e açúcar branco. Esse álcool é muito presente em cosméticos, xampus e outros produtos para cabelo; ela diz para bani-los e não usar nada que tenha "propil" no meio.

Há nos Estados Unidos uma crescente mania de limpeza intestinal através de colonics, lavagens intestinais em que água e outros produtos penetram profundamente no cólon. Síndrome de um país onde a prisão de ventre se tornou regra. Pessoas que trabalham com isso dão testemunho de uma enormidade de vermes intestinais saindo da maioria dos clientes, todos adultos, urbanos, de primeiro mundo e sem sintomas claros de verminose, mas cheios de problemas de saúde.

Diz o parasitologista americano Geoffrey Lapage, em seu livro Animals parasitic in man: "Não há parte do corpo humano, bem como de outro hospedeiro qualquer, que não seja visitada por algum tipo de animal parasitário em algum momento de sua história de vida."

VERME HEPÁTICO CHINÊS / ORIENTAL
Clonorchis sinensis

Ele mede entre 10 e 25 mm e vive nos dutos biliares de humanos e outros mamíferos. A clonorquíase é uma doença comum na China, Vietnã, Coréia e Japão, e é adquirida comendo peixe de água doce contaminado pela larva. Estima-se em 30 milhões o número de pessoas infectadas. O verme vive de 10 a 20 anos no hospedeiro e faz com que o revestimento interno dos dutos biliares fique grosso, o que provoca uma inflamação nos tecidos hepáticos adjacentes; pode haver degeneração do tecido dos dutos e os ovos do parasita entrarem no tecido hepático; nesse caso as defesas do hospedeiro providenciam uma cápsula fibrosa, um granuloma, em torno dos ovos. Pode haver bloqueio total ou estreitamento dos dutos biliares. Como os parasitas vivem muitos anos, o dano causado ao fígado e seus dutos tende a se acumular e pode matar. O diagnóstico depende da identificação dos ovos nas fezes.

Peixe cru, defumado, salgado ou seco: em qualquer um destes pode estar a larva. Logo em seguida à infecção podem aparecer sinais de indigestão, mais tarde seguidos por aumento e sensibilidade do fígado e uma leve icterícia. Freqüentemente não há sintomas. Infestações grandes (a partir de 20.000 vermes) podem envolver o pâncreas e a vesícula biliar e estar associadas ao acúmulo de fluido no abdome e sinais de intoxicação geral. Não existe tratamento satisfatório contra clonorquíase; algum sucesso foi obtido com agentes como cloroquina, que são tóxicos para o verme. A prevenção se faz cozinhando bem os peixes de água doce e tomando cuidado para não contaminar nada durante o preparo.

VERME DO PULMÃO
Paragonimus westermani

Há muitas variedades de Paragonimus, mas a que normalmente infesta os humanos é a P. westermani, encontrada nos pulmões.

São vermes robustos, medindo 10 mm de comprimento, 5 mm de largura e 5 mm de profundidade, e parecem grãos de café. Produzem ovos que vão para as passagens de ar dos pulmões e saem junto com a tosse e o escarro, ou são engolidos e saem pelas fezes. Os ovos amadurecem e soltam larvas, e o primeiro hospedeiro intermediário é um caramujo. As larvas, já no estágio de cercárias, infectam um segundo hospedeiro, caranguejo ou camarão-de-água-doce (pitu), e o hospedeiro definitivo é infectado quando come a carne com o cisto do verme. O cisto se abre no intestino delgado, a larva imatura penetra na parede intestinal, migra pela cavidade abdominal, atravessa o diafragma e finalmente chega aos pulmões. As infecções pulmonares raramente são fatais, mas os vermes são encontrados freqüentemente em lugares estranhos como cérebro, coração e medula espinhal, e aí podem matar.

Não se costuma comer caranguejo e camarão-de-água doce crus, mas a metacercária permanece viva em conservas tipo picles ou marinada, e é assim que se dá a transmissão – além, é claro, de mãos e utensílios de cozinha contaminados.

No Japão não é raro encontrar pessoas infectadas por Paragonimus westermani e P. miyazakii; o diagnóstico geralmente aponta câncer de pulmão ou tuberculose. No pulmão, o verme fica encapsulado num cisto produzido pela reação imunológica do hospedeiro. Eventualmente invade o cérebro. Na radiografia aparece uma massa calcificada.

EURITREMAS
Eurytrema pancreaticum

Esse parasita vive nos dutos pancreáticos e gosta de humanos, bovinos, ovinos, suínos, macacos e camelos. É encontrado em muitos lugares do Oriente e algumas áreas da América do Sul. Seu ciclo de vida envolve dois hospedeiros intermediários, o caramujo e o gafanhoto, num processo de amadurecimento que leva dois anos. A infecção do hospedeiro definitivo se dá quando ele come o gafanhoto ou algum hospedeiro infectado.

Vários pesquisadores, entre eles a dra. Hulda Clark, afirmam que a infestação do pâncreas por vermes causa diabete. O Eurytrema cava caminhos nos próprios tecidos pancreáticos, produzindo neles uma verdadeira devastação. Segundo o médico Michel Briamonte, em seu site WellnessWeb, alguns pacientes diabéticos puderam normalizar totalmente suas taxas de glicose e suspender os remédios depois de fazer um programa completo de vermifugação. O ideal seria que exames de fezes detalhados pudessem apontar a existência do parasita, mas isso é difícil; a melhor maneira de saber se eles são os culpados é fazer uma limpeza parasitária rigorosa e checar os resultados.

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